<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR"><generator uri="https://jekyllrb.com/" version="3.10.0">Jekyll</generator><link href="https://geanramos.com/feed.xml" rel="self" type="application/atom+xml" /><link href="https://geanramos.com/" rel="alternate" type="text/html" hreflang="pt-BR" /><updated>2026-10-15T22:19:36-03:00</updated><id>https://geanramos.com/feed.xml</id><title type="html">Gean Ramos</title><subtitle>Blog pessoal de Gean Ramos</subtitle><entry><title type="html">Um novo começo</title><link href="https://geanramos.com/p/um-novo-comeco.html" rel="alternate" type="text/html" title="Um novo começo" /><published>2026-10-13T10:00:00-03:00</published><updated>2026-10-13T10:00:00-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/um-novo-comeco</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/um-novo-comeco.html"><![CDATA[<p>Este é um texto demonstrativo. Aqui vou compartilhar novas ideias e projetos.</p>]]></content><author><name></name></author><category term="blog" /><category term="tecnologia" /><summary type="html"><![CDATA[A volta do meu blog pessoal.]]></summary></entry><entry><title type="html">Final feliz</title><link href="https://geanramos.com/p/final-feliz.html" rel="alternate" type="text/html" title="Final feliz" /><published>2022-11-09T00:00:00-03:00</published><updated>2022-11-09T00:00:00-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/final-feliz</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/final-feliz.html"><![CDATA[<p>Quando estava no final do ensino médio, a <strong>Ana Clara</strong> conheceu o <strong>Alexandre</strong>. 
Ela lembra como se fosse ontem: ele estava sentado no fundo da sala, com o sol batendo em seu rosto.</p>

<p><img src="https://i1.wp.com/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/blog/ad62e2f3-2e74-4339-954b-2f7c5141c685_CasalAmor.jpg?resize=400,225" alt="" />
<em><a href="https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=10604319">It’s all about love</a></em></p>

<p>Naquele momento, a <strong>Ana</strong> se apaixonou 
— bem no modelo da adolescência, que a gente apaixona e desapaixona toda hora.</p>

<blockquote>
  <p>Como sempre foi a “pra frente” da turma, ela não disfarçou interesse, mas logo recebeu uma rasteira em seus planos: ele já estava apaixonado por outra menina da sala.</p>
</blockquote>

<p>Bem diferente dela, a paixonite do <strong>Alexandre</strong> falava pouco, tirava as melhores notas e não dava bola pra ninguém.</p>

<p>Como ele gostava de outra pessoa, a aproximação inicial com a <strong>Ana</strong> Clara era só amizade, mas todos em volta sabiam que ali tinha alguma coisa diferente.</p>

<blockquote>
  <p>Não deu outra. A relação dos dois foi ficando cada vez mais estreita: eram muitos desabafos, madrugadas no MSN e pizzas depois da aula.</p>
</blockquote>

<p>Algum tempo depois, eles se beijaram. Em poucos minutos, o <strong>Alexandre</strong> falou tudo que ela esperava escutar há mais de um ano. Em apenas um mês, já estavam namorando.</p>

<p>Mesmo com a pouca idade e quase nenhuma experiência, a <strong>Ana</strong> sabia: ele era o amor da sua vida.</p>

<p>Era tudo muito novo e, principalmente, muito intenso — tão intenso que a <strong>Ana</strong> esqueceu de se amar. Tentou ser outra pessoa para agradá-lo e as brigas ficaram mais frequentes do que os diálogos.</p>

<p>Nas palavras de Albert Camus,  <em>o homem tem duas faces: não pode amar ninguém, se não se amar a si próprio.</em></p>

<blockquote>
  <p>Dito e feito. O <strong>Alexandre</strong> terminou o relacionamento e começou a namorar com a antiga paixonite da sala. Para a <strong>Ana</strong>, a dor veio na mesma intensidade do amor: seu mundo caiu.</p>
</blockquote>

<p>Alguns podem pensar que é exagero, mas quem nunca viveu um amor adolescente?</p>

<p>Em uma terça-feira qualquer, a professora de artes da escola estava comentando que não se casou com o amor da sua vida. Apesar disso, ela reforçou que amava o seu marido e que eles eram muito felizes juntos.</p>

<blockquote>
  <p>Quando acabou a aula, a <strong>Ana</strong> foi até a mesa da professora e perguntou se ela achava que, na vida, a gente teria apenas um amor.</p>
</blockquote>

<p>Sem pestanejar, ela respondeu:  <em>você nunca vai amar alguém como amou o primeiro__, sem medo de se jogar.</em>  <em>O amor da sua vida é um só.</em></p>

<p>A <strong>Ana</strong> ficou arrasada e pensou que nunca mais seria capaz de amar alguém novamente. Ela e o <strong>Alexandre</strong> namoraram outras pessoas, porém, continuaram mantendo contato.</p>

<blockquote>
  <p>Os dois tiveram algumas recaídas, mas nunca deu certo. A <strong>Ana</strong> Clara inventou uma história em sua cabeça e pra ela o desfecho já estava escrito: o destino queria que eles ficassem juntos.</p>
</blockquote>

<p>Até que um dia… Ela encontrou alguém diferente. Conheceu o João e sentiu um amor que ainda não conhecia.</p>

<p>Para Adelina Sanches,  <em>amor leve, não é amor pequeno. É um amor sereno, equilibrado e que acalma. Que infiltra na alma e toma conta do peito.</em></p>

<blockquote>
  <p>Com o João, a <strong>Ana</strong> não tentava ser outra pessoa. Para cada defeito que ela mostrava, ele só devolvia com mais amor. O relacionamento não tinha pressão, era tranquilo e trazia paz.</p>
</blockquote>

<p>Nesse meio tempo, o <strong>Alexandre</strong> ficou solteiro e foi atrás da <strong>Ana</strong>. Faziam exatos 10 anos que eles tinham se conhecido e tudo indicava que estava na hora daquele desfecho de comédia romântica.</p>

<p>Porém, na vida real, a <strong>Ana</strong> lembrou da frase da sua professora de artes:  <em>existe o amor da sua vida e o amor pra sua vida.</em></p>

<blockquote>
  <p>Ela sabe que nunca viverá uma paixão tão intensa quanto a que viveu com o <strong>Alexandre</strong>, mas o amor pra vida dela é o João. Com ele, a felicidade não é imaginária, é real.</p>
</blockquote>

<p>Para a <strong>Ana</strong> Clara, ter encontrado o João não anula tudo que ela viveu antes, mas ajuda a entender que o mais importante é se amar primeiro. O amor à primeira vista é incrível, mas só uma base sólida perdura a vida inteira.</p>]]></content><author><name></name></author><category term="memories" /><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[Quando estava no final do ensino médio, a Ana Clara conheceu o Alexandre. Ela lembra como se fosse ontem.]]></summary></entry><entry><title type="html">Minha Menina</title><link href="https://geanramos.com/p/minha-menina.html" rel="alternate" type="text/html" title="Minha Menina" /><published>2022-10-08T00:00:00-03:00</published><updated>2022-10-08T00:00:00-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/minha-menina</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/minha-menina.html"><![CDATA[<p><img src="https://i1.wp.com/images.squarespace-cdn.com/content/v1/5b65d763fcf7fd7d0c65108e/1552439990937-KV73BATB6938QS6WH230/the+best+board+books+to+give+at+baby+showers.jpeg?resize=800,450" alt="geanramos - Minha Menina" /></p>

<p>Era uma manhã chuvosa de terça-feira, e a <strong>professora Luana</strong> estava tendo mais um dia corrido. Presa em seus milhares de afazeres, ela pouco se comovia com o que já era rotina.</p>

<ul>
  <li><strong>Os alunos aprendiam rápido demais.</strong> O ano já estava na metade e o processo de alfabetização estava fluindo naturalmente para a maioria dos pequenos.</li>
</ul>

<p>Seu trabalho era <strong>ensinar, ensinar e ensinar.</strong> E, claro, sua parte favorita: desenhar no chão da sala, montar castelos com lego ou contar histórias. Para Luana, brincar trazia magia para a sala, <strong>e para a vida.</strong></p>

<p>Depois da atividade lúdica, o sinal bateu e todo mundo começou a se organizar para ir embora. No meio da confusão, uma aluna foi até a mesa da professora e <strong>perguntou onde a Bia estava.</strong></p>

<p>Naquele momento, a Luana se deu conta de que <strong>uma de suas meninas</strong> não aparecia na aula havia três dias.</p>

<ul>
  <li>De prontidão, ela ligou para a família dela e recebeu a informação de que <strong>a Bia estava gripada.</strong> Suspirou aliviada, afinal, um resfriado logo passa, né?</li>
</ul>

<p><strong>Dois dias depois…</strong> Sua menina estava de volta. Ela chegou com o mesmo óculos de armação roxa e o rabo de cavalo bem puxado. A lancheira também era a de sempre, mas <strong>seu olhar estava diferente.</strong></p>

<p>A Luana perguntou se ela havia melhorado, e a resposta veio baixinha: <em>estou bem prof Lu, só um pouco cansada.</em></p>

<p>No dia seguinte, a <strong>Bia não apareceu na aula.</strong> A professora sabia que precisava seguir o cronograma, mas só conseguia fixar o olhar na porta, esperando ver sua menina chegar.</p>

<ul>
  <li>Porém… <strong>Ela não chegou.</strong> No dia seguinte, faltou de novo e continuou assim pelo resto da semana.</li>
</ul>

<p>A Luana esperava vê-la na segunda, mas quem apareceu foi a sua avó. Com os <strong>olhos marejados</strong>, ela contou que a neta tinha sido diagnosticada com câncer.</p>

<p>Usando os ensinamentos de Arthur Schopenhauer, <em>a maior dor é a reconhecida falta de forças onde elas seriam necessárias.</em></p>

<ul>
  <li>A professora sabia que deveria tranquilizar aquela avó aflita, mas como acalmar um coração quando <strong>o seu está em pedaços?</strong></li>
</ul>

<p>Depois disso, elas conversaram mais um pouco e separaram algumas atividades para a Bia fazer em casa. Naquele instante, a Luana percebeu que <strong>suas meninas não eram apenas alunas</strong>, eram também parte dela.</p>

<p>Quando chegava em casa, todas as suas orações incluíam o nome da Bia. Ela não sabia como deveria proceder na sala, mas escutou o seu coração e <strong>contou para os alunos o que estava acontecendo.</strong></p>

<p>Depois disso, em todas as aulas, <strong>as crianças faziam desenhos para ela.</strong> A professora os guardava com carinho, e entregava para a Bia quando conseguia visitá-la.</p>

<p>No decorrer do segundo semestre, tiveram <strong>vários altos e baixos.</strong> Momentos em que a Luana se enchia de esperança, bem como situações em que ela engolia o choro e fazia o barco tocar.</p>

<ul>
  <li><strong>Até que um dia…</strong>  A diretora deu a notícia de que <strong>“<em>a sua menina não tinha aguentado”.</em></strong>  Luana, então, teve aquela sensação de câmera lenta, onde o tempo e o espaço não existem.</li>
</ul>

<p>Ela foi até o canto da sala e desabou a chorar. <strong>Chorou uma dor que era só sua.</strong> Um vazio agudo que cresceu dentro do peito e escancarou o que nenhum curso de pedagogia conseguiria ensinar.</p>

<p>A diretora se propôs a falar com os alunos, mas <strong>a Luana não permitiu.</strong> Secou seus olhos, respirou fundo e entrou na sala para cumprir o seu papel.</p>

<p>Para a sua surpresa, naquele momento, os <strong>professores eram os pequenos.</strong> Antes de qualquer explicação, eles sentiram a sua dor e esperaram o seu retorno de braços abertos.</p>

<ul>
  <li>A Luana deu um sorriso, e com muito carinho e cuidado disse que <em>o papai lá do céu tinha cansado de ver a Bia triste, então decidiu levá-la para morar com ele.</em></li>
</ul>

<p>Algumas lágrimas brotaram, mas, pela primeira vez, ela lidou com a morte de uma forma suave. <strong>Triste e dolorosa, mas suave.</strong> Pelos gestos das crianças, ela sabia que a Bia estava entre eles, de alguma forma.</p>

<p>Não apenas nos desenhos de girafa na parede, mas também em cada sanduíche que ela dividiu com os colegas. Em cada olhar, em cada brincadeira e em <strong>todos os toques de amor</strong> que ela deixou enquanto esteve aqui.</p>

<p>Ela tinha apenas 6 anos, e não teve tempo de aprender a ler. Ela não passou pelos sofrimentos da adolescência, não teve um primeiro namorado e nem profissão. Não pôde organizar sua festa de casamento e não pôde ter filhos. Mas, <strong>ela teve amor</strong>, e continuará tendo.</p>

<p>Toda vez que a Luana se esquece da intensidade e entrega na qual ela deve viver a sua profissão, ela lembra do <strong>ensinamento que a sua menina deixou.</strong></p>

<ul>
  <li>Além de pensar na melhor forma de ensinar a tabuada para os seus alunos, ela acredita que o <strong>seu dever primordial</strong> é enxergá-los e percebê-los como pessoas.</li>
</ul>

<p>Dizem que os pais amam todos os filhos na mesma intensidade. Guardadas as devidas proporções, a Luana acredita que <strong>o amor de um professor pelos seus alunos também deve ser assim.</strong></p>]]></content><author><name></name></author><category term="arquivo" /><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[Era uma manhã chuvosa de terça-feira, e a professora Luana estava tendo mais um dia corrido]]></summary></entry><entry><title type="html">O melhor presente</title><link href="https://geanramos.com/p/o-melhor-presente.html" rel="alternate" type="text/html" title="O melhor presente" /><published>2022-08-07T00:00:00-03:00</published><updated>2022-08-07T00:00:00-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/o-melhor-presente</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/o-melhor-presente.html"><![CDATA[<p><img src="https://i1.wp.com/64.media.tumblr.com/168648ea83273662610a7495a1f35bb6/tumblr_mn54pfedrl1qb61u2o1_640.jpg?resize=400,225" alt="" /></p>

<p>Em uma <strong>manhã fria de domingo</strong>, os pais da <strong>Bruna</strong> chegaram em casa com uma surpresa. Ela viu uma sacola cheia de brinquedos, mas logo entendeu que a novidade não era essa.</p>

<p>Encarando o embrulho, eles lhe disseram que <strong>aquele era um presente da Bia</strong> e que a casa tinha ficado mais cheia.</p>

<blockquote>
  <p>Bruna olhou pra sua mãe e no lugar da barriga enorme que ela ganhara nos últimos meses, <strong>estava a Beatriz:</strong> uma pequena criatura, com olhos doces e curiosos.</p>
</blockquote>

<ul>
  <li>Como dizia Hemingway_, de todos os presentes da natureza para a raça humana, o que é mais doce para o homem do que as crianças?_</li>
</ul>

<p>A Bruna não tinha nem 3 anos, mas <strong>aprendeu a cuidar da Bia igual gente grande.</strong> Ela trocava suas fraldas, dava bronca e escolhia seus vestidos como se estivesse brincando de boneca.</p>

<blockquote>
  <p>Os anos foram passando, elas foram crescendo e, como não poderia deixar de ser, vieram <strong>as brigas.</strong></p>
</blockquote>

<ul>
  <li>Seus pais tentaram de tudo para melhorar a situação: <strong>cortaram televisão, chocolate e até viagem pro sítio.</strong></li>
</ul>

<p>Nenhum castigo funcionou, até que eles proibiram as duas de conversar.  Nessa tentativa despretensiosa, acabaram acertando em cheio: <strong>elas não conseguiram ficar longe uma da outra.</strong></p>

<blockquote>
  <p>Depois do susto, a Bruna descobriu que <strong>aquela manhã fria de domingo tinha sido seu dia de sorte</strong> — junto com o embrulho de brinquedos, ganhou não só uma irmã, <strong>mas sua melhor amiga.</strong></p>
</blockquote>

<p><strong>Assim, elas atravessaram a adolescência juntas.</strong> Compartilharam as notas do colégio, o primeiro beijo, as turmas de amigos e todas as delícias e dificuldades de encontrarem seu lugar no mundo.</p>

<ul>
  <li>Porém, quando chegou a hora de fazer vestibular… <strong>Elas se separaram.</strong></li>
</ul>

<p>A Bruna foi pra Minas Gerais e a Bia, pra Santa Catarina. Com dois estados de distância, a presença física ficou um pouco mais difícil, <strong>mas o vínculo e a sintonia permaneceram.</strong></p>

<blockquote>
  <p>Perto ou longe, <strong>elas reviram os olhos nas mesmas situações.</strong> Choram de raiva e dão gargalhada com a mesma intensidade e não precisam falar nada pra se entenderem: <strong>um olhar basta.</strong></p>
</blockquote>

<ul>
  <li>Por essas e outras, as duas dizem que são almas gêmeas, mas estão longe de serem iguais. Aliás, <strong>é na desarmonia que elas se complementam.</strong></li>
</ul>

<p>Enquanto a Bruna chega no aeroporto com 3h de antecedência, a Bia perde o voo, conhece alguém e muda o destino — afinal, como tem tatuado, <strong><em>“la vida es el arte del encuentro”.</em></strong></p>

<blockquote>
  <p>No carro da Bia, você encontra tudo: <strong>skate, barraca e roupa de surf.</strong> Segundo a Bruna, o porta-malas cheio não é excesso de preparação, mas uma demonstração de coragem: <strong>se der vontade,</strong> <strong>ela só vai.</strong></p>
</blockquote>

<ul>
  <li>Algumas pessoas não sabem o que é depositar a felicidade em alguém, mas, para a Bruna, <strong>é simples</strong>: quando a Bia está feliz, ela fica feliz também.</li>
</ul>

<p>Hoje, <strong>nessa manhã fria de domingo</strong>, faz 24 anos que a Bia chegou. Em cidades diferentes, nem sempre dá pra comemorar junto, mas elas aprenderam que isso pouco importa: <strong><em>a distância não deixa longe o que está dentro</em></strong>.</p>

<blockquote>
  <p>Contar essa história foi o jeito que a Bruna encontrou de agradecer a Bia por ter sido o melhor presente que ela já ganhou, <strong>e por nunca deixá-la esquecer da criança que ainda existe nela.</strong></p>
</blockquote>

<p>Quem nasceu com a mesma sorte, sabe que se por acaso perder o rumo, é fácil voltar para o eixo: <strong>ter um irmão é ter sua essência guardada em outro coração.</strong></p>]]></content><author><name></name></author><category term="memories" /><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[Como dizia Hemingway, de todos os presentes da natureza para a raça humana.]]></summary></entry><entry><title type="html">aceitando a sua incompletude.</title><link href="https://geanramos.com/p/aceitando-a-sua-incompletude.html" rel="alternate" type="text/html" title="aceitando a sua incompletude." /><published>2022-08-01T00:00:00-03:00</published><updated>2022-08-01T00:00:00-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/aceitando-a-sua-incompletude</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/aceitando-a-sua-incompletude.html"><![CDATA[<p><img src="https://i1.wp.com/acegif.com/wp-content/uploads/butterfly-animation-44.gif" alt="Borboleta bebe néctar com probóscide" /></p>

<blockquote>
  <p><em><strong>A maior riqueza do homem   é a sua incompletude.</strong></em><br />
<em>Nesse ponto sou abastado.   Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.</em></p>

  <p><em>Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas,</em><br />
<em>que puxa válvulas, que olha o relógio,</em><br />
<em>que compra pão às 6 horas da tarde,</em><br />
<em>que vai lá fora, que aponta lápis,</em><br />
<em>que vê a uva etc. etc.</em></p>

  <p><em>Perdoai</em><br />
<em><strong>Mas eu preciso ser Outros.   Eu penso renovar o homem usando borboletas.</strong></em></p>
</blockquote>

<p><strong>Manoel de Barros</strong> (1916 – 2014) foi um grande poeta brasileiro do século XX. 
Com uma linguagem simples, ele conseguiu trazer reflexões profundas e poéticas em temas cotidianos.</p>

<ul>
  <li>No poema destacado, o leitor já é fisgado pelo título: <strong>como seria possível traçar a biografia de um orvalho?</strong></li>
</ul>

<p>Pra quem não sabe, orvalho é um fenômeno físico, mas <strong>o seu conceito pouco importa.</strong> O relevante aqui é que ninguém se interessa pela vida de <strong>algo que não tem vida.</strong></p>

<p>Muitas vezes, pensamos que o problema está na falta de equilíbrio ou em ter uma vida inconstante, mas <strong>qual a graça de seguir uma rotina que não nos leva a lugar nenhum?</strong></p>

<p>A grande questão não está na falta de clareza sobre o objetivo, mas na <strong>falta de questionamento</strong> sobre o caminho traçado 
— mesmo que o destino ainda não esteja definido.</p>

<ul>
  <li>Você está aproveitando os seus dias ou <strong>apenas dando “check”</strong> em uma lista de tarefas que foi criada pra você?</li>
</ul>

<p>Seja em um relacionamento ou na sua vida profissional, seguir um rumo que já parece pronto é sempre mais fácil. Porém, <strong>nada se compara à coragem de se reinventar.</strong></p>

<p>Antes de cumprir uma lista de tarefas, comece <strong>aceitando a sua incompletude.</strong> Como já dizia Raul Seixas,
 <em>eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.</em></p>]]></content><author><name></name></author><category term="memories" /><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[aceitando a sua incompletude.]]></summary></entry><entry><title type="html">Esquecer ou Lembrar? Eis a Questão</title><link href="https://geanramos.com/p/uma-mente-sem-lembraca.html" rel="alternate" type="text/html" title="Esquecer ou Lembrar? Eis a Questão" /><published>2022-07-24T15:11:47-03:00</published><updated>2022-07-24T15:11:47-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/uma-mente-sem-lembraca</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/uma-mente-sem-lembraca.html"><![CDATA[<p><img src="https://themindofclementine.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/04/wpid-brilho-eterno-de-uma-mente-sem-lembrancas-3.gif" alt="Uma mente sem lembranças" /></p>

<blockquote>
  <p>“Se você pudesse apagar alguém da sua memória, quem você escolheria?”</p>
</blockquote>

<p>No filme <strong><a href="#assista-brilho-eterno-de-uma-mente-sem-lembranças-2004">“Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”</a></strong>, Joel, interpretado por Jim Carrey, descobre que sua ex-namorada, Clementine (Kate Winslet), fez um procedimento para deletá-lo completamente de sua memória.</p>

<p>Chocado e furioso, ele decide fazer o mesmo.</p>

<p>Afinal, nada mais justo do que apagar as lembranças de uma presença que era boa, mas ficou amarga com a ausência, certo?</p>

<p>No entanto, como muitas das nossas decisões de impulso, essa também não vai como planejado. Durante o processo de apagamento, Joel revive algumas cenas do início do relacionamento, aquelas cheias de risos, abraços e conversas madrugada adentro.</p>

<p>É então que ele se arrepende de ter escolhido perder todas essas memórias preciosas.</p>

<p>Com uma mistura de comédia romântica, drama e um toque de ficção científica, o diretor Michel Gondry constrói uma narrativa madura e poética sobre relacionamentos, bem distante dos filmes que tentam pintar o amor como uma eterna Disney World.</p>

<p>Aqui, o amor é lindo, mas também bagunçado, complicado e, muitas vezes, cheio de desencontros.</p>

<p>Ao longo da história, vemos que o relacionamento de Joel e Clementine não terminou por falta de amor, mas por dificuldades na convivência.</p>

<p>Eles se amavam, mas simplesmente não conseguiam funcionar juntos. Ah, o amor moderno!</p>

<p><strong>E cá entre nós, quem é que consegue ter maturidade logo depois de levar um pé na bunda?</strong></p>

<p>Brincadeiras à parte, sabemos que despedidas sempre são difíceis. No entanto, tentar apagar o sofrimento sem realmente enfrentá-lo é apenas uma maneira preguiçosa de prolongar a dor.</p>

<p>Mesmo que as lembranças de quem partiu possam ser dolorosas, Joel e Clementine mostram que encontrar a beleza no que foi vivido é mais eficaz do que criar novos vazios na mente.</p>

<p>Ao final, percebemos que nossas memórias, boas ou ruins, são o que nos tornam quem somos. E apagar alguém de nossa história é, no fundo, apagar uma parte de nós mesmos.</p>

<p>Então, da próxima vez que você pensar em apagar alguém da sua memória, talvez seja melhor seguir o conselho de Joel: <strong>“Enxergar a beleza do que passou é mais eficaz do que criar novos buracos”.</strong></p>

<p>Afinal, é nas nossas imperfeições e lembranças que encontramos a verdadeira essência do que é ser humano.</p>

<h3 id="assista-brilho-eterno-de-uma-mente-sem-lembranças-2004">Assista Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004)</h3>

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</div>]]></content><author><name></name></author><category term="memories" /><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[Tentar apagar memórias pode parecer tentador, mas será que realmente ajuda? Despedidas são difíceis, mas apagar memórias não resolve.]]></summary></entry><entry><title type="html">A beleza do começo</title><link href="https://geanramos.com/p/a-beleza-do-comeco.html" rel="alternate" type="text/html" title="A beleza do começo" /><published>2022-07-24T00:00:00-03:00</published><updated>2022-07-24T00:00:00-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/a-beleza-do-comeco</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/a-beleza-do-comeco.html"><![CDATA[<p><img src="https://i1.wp.com/minhatela.files.wordpress.com/2011/06/brilho1.jpg?resize=400,225" alt="Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" /></p>

<p>A <strong>Ana Júlia</strong> e o <strong>Pedro</strong> se conheceram no início de 2019, mas poderia ter sido bem antes. Eles tinham muitos amigos em comum, e não foram poucas as vezes que os dois quase se encontraram.</p>

<ul>
  <li>Estiveram juntos em muitos bares, praças e festas, mas foi em uma <strong>quarta-feira qualquer</strong> que eles foram apresentados.</li>
</ul>

<p>A Ana estava sentada em uma mureta, <strong>quando viu o Pedro.</strong> Tímido e meio sem jeito, ele se aproximou e ela ficou nervosa — <strong>há muito tempo não sentia aquilo.</strong></p>

<p>Papo vai, papo vem, <strong>eles descobriram vários gostos em comum:</strong> amavam os Rolling Stones, não sabiam dançar e gostavam mais de cachorros do que de muita gente.</p>

<p>Depois de dividirem algumas latinhas de cerveja, <strong>se arriscaram no karaokê do bar.</strong> Nenhum dos dois era muito afinado, mas, só pelo intensidade do cantar, a Ana Júlia já sabia: <strong>tinha encontrado alguém que a entendia.</strong></p>

<ul>
  <li>Quando o lugar fechou, eles continuaram o show na rua e finalizaram com um beijo — <strong>o encaixe era melhor do que qualquer melodia.</strong></li>
</ul>

<p>No final de semana seguinte, <strong>se encontraram de novo.</strong> E de novo. E de novo. A companhia era boa no bar, boa na balada e <strong>perfeita no domingo de manhã.</strong></p>

<p>O frio na barriga deixava o encontro gostoso, mas <strong>a Ana queria mais.</strong> Não aguentava a incerteza do dia seguinte e resolveu descobrir se o Pedro sentia o mesmo.</p>

<p>Os dois estavam em uma festa, sentados no jardim e rindo. <strong>Ela não lembra qual era o motivo da risada</strong>, mas nunca vai esquecer quando olhou nos olhos do Pedro e o pedido de namoro aconteceu.</p>

<ul>
  <li>O céu estava estrelado, a noite fria e <strong>a felicidade estampada.</strong> Sem pensar duas vezes, <strong>os dois pularam na piscina</strong>, de roupa e tudo.</li>
</ul>

<p>Quando saíram da água gelada, no meio da madrugada, <strong>todo mundo olhou</strong> — sabe aqueles casais que, só de ver, <strong>já nos fazem acreditar no amor?</strong></p>

<p>O Pedro saiu para pegar um casaco e esquentar a Ana. Ele cuidou dela e <strong>foi aí que tudo começou</strong>, em setembro de 2019.</p>

<p>Continuaram frequentando bares e bebendo cerveja, mas trocaram as baladas por um baralho com a família da Ana. Aprenderam juntos, cresceram juntos e até <strong>se esqueceram como seria uma vida separados.</strong></p>

<ul>
  <li><strong>Dois anos depois…</strong> Em agosto de 2021, foi a última vez que dividiram um abraço.</li>
</ul>

<p>Passaram a noite no apartamento do Pedro, mas, no dia seguinte, a Ana precisava ir embora às pressas. <strong>Ela saiu com o coração apertado</strong> e ele decidiu que queria seguir sozinho dali pra frente.</p>

<p>A Ana poderia contar quantas vezes, durante esses dois anos, eles discutiram, se amaram, foram felizes e sofreram. Porém, para ela, <strong>nenhuma história é tão bonita quanto a do começo.</strong></p>

<p>Escrever essas palavras foi a forma que ela encontrou de tentar despir-se do amorque passou — <strong>sem esquecer da beleza do início.</strong></p>

<ul>
  <li>Dizem que <strong>pessoas vem e vão</strong>, mas como normalizar o fato de alguém simplesmente se tornar um estranho?</li>
</ul>

<p>Nas palavras da Ana, <em>ela guardou o Pedro em lembranças profundas e sente que, se esquecê-lo, ficará para sempre despida. Mesmo sabendo que ela congelaria, ele</em> <strong><em>partiu agasalhado pelas suas saudades.</em></strong></p>

<p>Na vida, o desfecho nem sempre sai como planejado, mas, como <strong>somos uma coleção de memórias</strong>, nem o final mais trágico consegue estragar as lembranças do “durante”.</p>]]></content><author><name></name></author><category term="memories" /><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[A beleza do começo]]></summary></entry><entry><title type="html">Amor é casa</title><link href="https://geanramos.com/p/amor-e-casa.html" rel="alternate" type="text/html" title="Amor é casa" /><published>2022-07-17T00:00:00-03:00</published><updated>2022-07-17T00:00:00-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/amor-e-casa</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/amor-e-casa.html"><![CDATA[<p><img src="https://i1.wp.com/img.freepik.com/vetores-premium/esboco-de-um-casal-apaixonado-sorrindo-arte-de-linha-em-estilo-minimalista-arte-moderna_348404-494.jpg?resize=400,255" alt="Amor é casa" /></p>

<p>O primeiro namoro da <strong>Laura</strong> não terminou bem. Aliás, <strong>terminou bem no estilo de novela mexicana:</strong> com direito a choro, confusão e aquela sensação de “nunca mais vou me envolver com ninguém”.</p>

<ul>
  <li>Cansada de sofrer dentro de casa e por insistência das amigas, logo após o término, <strong>a Laura foi parar em uma festa.</strong></li>
</ul>

<p>Para piorar a situação de quem já não estava no clima de balada, ela chegou lá e deu de cara com os amigos do seu ex-namorado — <strong>tudo indicava que era melhor ter ficado em casa.</strong></p>

<p>Porém, como agora não tinha volta, resolveu aproveitar e afogar as mágoas no patrocinador do evento: <strong>o famoso José Cuervo</strong>, a tequila.</p>

<p>Depois de alguns shots, a Laura chegou na rodinha dos seus conhecidos — e outros desconhecidos — dizendo que <strong>o único homem que ela queria dali para frente era o José.</strong></p>

<ul>
  <li>No dia seguinte, <strong>acordou com muita ressaca e pouca memória.</strong> Pegou seu celular e viu que um tal de José tinha pedido para segui-la no Instagram.</li>
</ul>

<p>Logo lembrou do fora que tinha dado e foi correndo pedir para sua amiga explicar que ela estava falando da tequila, <strong>e não do José.</strong></p>

<p>Para deixar a história clara, a Laura pensou que seria melhor pedir desculpas. Explicou que <strong>falar demais era sua especialidade</strong>, contando que já tinha soltado outras pérolas do tipo.</p>

<ul>
  <li>O Zé usou o pedido de desculpas como pretexto para puxar assunto e <strong>os dois começaram a conversar.</strong></li>
</ul>

<p>Depois de muitas trocas de mensagens e alguns desencontros por aí, <strong>eles se esbarraram em uma festa junina.</strong></p>

<p>A Laura não sabe se foi o clima frio ou a lua que estava cheia, porém, não precisou de tequila para perceber que <strong>o primeiro beijo foi diferente</strong>.</p>

<ul>
  <li>O coração estava em paz, mas as feridas do passado deixaram a mente atenta: será que ela queria ficar com o Zé ou <strong>só queria ficar com alguém?</strong></li>
</ul>

<p><strong>As circunstâncias não deram nem tempo de pensar.</strong> Na semana seguinte, ele iria de intercâmbio para Londres e ela iria para Porto Seguro com a turma do colégio.</p>

<p>Combinaram que <strong>não teria combinado</strong>: cada um poderia aproveitar a viagem da forma que bem entendesse. Na volta, <strong>se fizesse sentido</strong>, conversariam e ajustariam as rotas.</p>

<p>Aproveitaram bastante o tempo em que passaram separados, mas bastou um reencontro para perceberem que <strong>o mundo dos dois era bem melhor que o mundo lá fora.</strong></p>

<p>Adaptando as palavras de Guimarães Rosa, <em>os outros, a Laura conheceu por ocioso acaso.</em> <strong><em>O Zé, ela encontrou porque era preciso.</em></strong></p>

<ul>
  <li>Um mês foi o tempo que levou para começarem a namorar. <strong>Seis anos foram suficientes para o pedido de casamento.</strong></li>
</ul>

<p>O anel no dedo só serviu para confirmar o que a Laura já tinha previsto naquela festa de alguns anos atrás: <strong><em>dali pra frente, ela só queria o José.</em></strong></p>

<p>Determinados e cheios de coragem, <strong>os dois organizaram o plano perfeito:</strong> depois do casamento, eles estudariam juntos e fariam uma pós-graduação fora do país.</p>

<ul>
  <li>Como a vida costuma dar rasteira em nossos planos, <strong>a pandemia chegou e trocou o script:</strong> o casamento mudou de data, de lugar e de tamanho.</li>
</ul>

<p>A Laura sonhava com uma cerimônia na Itália, mas <strong>a troca de alianças em Minas Gerais</strong> veio acompanhada de uma surpresa ainda mais especial: a tão sonhada aprovação em Chicago.</p>

<p>Nos votos do casamento, ela escreveu que <em>dificuldades a gente enfrenta, imprevistos a gente contorna e, no final das contas,</em> <strong><em>felicidade é a gente que constrói.</em></strong></p>

<p>Um ano depois, ela vê o quanto isso se faz verdadeiro, e não importa o lugar. Seja em Belo Horizonte, em São Paulo ou nos Estados Unidos, <strong>a casa da Laura é onde o José está.</strong></p>

<p>Hoje, eles completam <strong>um ano de casados e quase 9 anos juntos.</strong> De lá pra cá, ela trocou a tequila pelo vinho, mudou de cidade, de carreira e de país — <strong>mas só precisa do Zé pra ser feliz.</strong></p>]]></content><author><name></name></author><category term="memories" /><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[Amor é casa]]></summary></entry><entry><title type="html">quero um marcus pra chamar de meu</title><link href="https://geanramos.com/p/pra-chamar-de-meu.html" rel="alternate" type="text/html" title="quero um marcus pra chamar de meu" /><published>2021-10-21T03:43:30-03:00</published><updated>2021-10-21T03:43:30-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/pra-chamar-de-meu</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/pra-chamar-de-meu.html"><![CDATA[<p><img src="https://i0.wp.com/imageup.me/images/quero-um-marcus-pra-chamar-de-meu.jpeg?resize=400,225" alt="" /></p>

<p><strong>Bruna e Marcus</strong> se conheceram em 2008. Colegas de sala, <strong>viraram melhores amigos</strong>. Compartilharam segredos, sonhos, angústias, uma viagem para Paraty e um show do Lulu Santos.</p>

<p>Cresceram, amadureceram e foram parar na mesma faculdade. Ela fazendo design e ele publicidade — <strong>obra do acaso ou vontade de moldar o destino?</strong></p>

<ul>
  <li>Entre namoros, ciúmes e uma juventude repleta de incertezas, a amizade dos dois continuou sendo <strong>refúgio</strong>: lugar em que não precisavam pesar pensamentos nem medir palavras.</li>
</ul>

<p>Quando fizeram uma viagem para Búzios, todos em volta já desconfiavam que aquele grude deveria significar algo a mais… Mas os dois batiam o pé que eram <strong>só amigos</strong>.</p>

<blockquote>
  <p>Satisfazendo os anseios do coração — e com a ajuda de alguns drinks — deram o primeiro beijo. <strong>Bateu</strong>. A amizade virou amor — <strong>ou nunca deixara de ser</strong>.</p>
</blockquote>

<p>Marcus teve aquela sensação de “agora vai”. Mas <strong>Bruna sumiu</strong>.</p>

<p>Um beijo e <strong>nenhuma ligação</strong>, <strong>nenhuma mensagem</strong>. Ele passou dias repassando cada detalhe daquela cena e se questionando o que poderia ter feito de errado.</p>

<p><strong>Depois de muito sofrimento</strong>… Resolveu perguntar. Bruna respondeu que tinha medo: <em>“Somos muito amigos. E se não der certo?”</em></p>

<ul>
  <li>Como <strong>o barco da segurança nunca vai muito além da margem</strong>, resolveram arriscar.</li>
</ul>

<p>Bruna deu uma chance para Marcus, que passou 2 semanas se esforçando para conquistar quem ele sabia ser o amor da sua vida.</p>

<p><strong>Até que</strong>… no dia <strong>10/10/2010</strong>, Marcus sentiu que era a hora de pedir a Bruna em namoro. No meio da boate, muvuca, bebida e música alta, ele só teve um pensamento: <strong>estar com ela era perfeito</strong>.</p>

<p>E ter essa “epifania” no dia 10/10/2010 significava alguma coisa? Não sabemos. Mas para Marcus tudo fazia muito sentido. <strong>Talvez nunca fizera tanto</strong>.</p>

<p>Hoje — <strong>10/10/2021</strong> — eles fazem 11 anos de namoro. Poderíamos dizer que foi coincidência, mas <strong>Marcus quis preparar o café da manhã da Bruna com essa surpresa</strong>.</p>

<blockquote>
  <p>Enquanto vocês se deliciam com essa história, <strong>ele a observa ler com um sorriso sincero no canto da boca</strong>. O sorriso que o faz ter a certeza de todas as escolhas, decisões, projetos e 3 anos de casamento.</p>
</blockquote>

<p>E olhando para Bruna — como da primeira vez que a viu —, Marcus prova que o amor é real: <strong>as comédias românticas existem</strong>. Com percalços no caminho, mas aquele mesmo amor de 11 anos atrás.</p>]]></content><author><name></name></author><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[se você olhar de longe, tudo parece perfeito. mas não se engane: talvez a grama do vizinho só seja mais verde porque é artificial.]]></summary></entry><entry><title type="html">Como seria o mundo sem você?</title><link href="https://geanramos.com/p/como-seria-o-mundo-sem-voce.html" rel="alternate" type="text/html" title="Como seria o mundo sem você?" /><published>2018-03-18T03:43:35-03:00</published><updated>2018-03-18T03:43:35-03:00</updated><id>https://geanramos.com/p/como-seria-o-mundo-sem-voce</id><content type="html" xml:base="https://geanramos.com/p/como-seria-o-mundo-sem-voce.html"><![CDATA[<p><img src="https://images.weserv.nl/?url=arquivo.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTqDeVxiG7uX_RlPTJb_9bTBNXlNSf08_flUs9Ol3f7vmGj1LRNpsUrx2etZY8mYxDLinf11hSP6YIytahurhB_WJ652LMt1dcIVviid1W8R95e7Os1L3oEcO5ayfVe_fBw365xhnU8c6v/s1600/photo_08a.jpg&amp;w=800&amp;h=510&amp;output=jpeg&amp;q=80&amp;t=square" alt="Imagem: It’s a Wonderful Life, 1946" /></p>

<p><em>(Imagem: It’s a Wonderful Life, 1946 - Reprodução)</em></p>

<p>O filme  <strong>It’s a Wonderful Life</strong>  (A Felicidade Não se Compra) está sempre no topo das listas dos  <strong>clássicos de</strong>  <strong>Natal</strong>  e é considerado  <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_dos_filmes_estadunidenses_mais_inspiradores_segundo_o_American_Film_Institute">o filme mais inspirador de todos os tempos</a>.</p>

<p>Na história,  <strong>George Bailey</strong>  é um cara admirado e querido por todos da cidade. Apesar de estar longe da perfeição, ele  <strong>faz de tudo para ajudar os outros</strong>  — inclusive, abre mão dos próprios sonhos e ambições.</p>

<p><strong>No desenrolar do filme…</strong>  As coisas tomam um rumo muito complicado e George resolve cometer suicídio. Então, um candidato a anjo desce na Terra e tenta convencê-lo a mudar de ideia,  <strong>mostrando como seria a vida das pessoas se ele nunca tivesse nascido</strong>.</p>

<ul>
  <li>E é aí que este clássico mostra o que a correria nos faz esquecer:  <strong>com um pequeno gesto,</strong>  somos capazes de mudar o dia —  <strong>ou a vida</strong>  — de alguém.</li>
</ul>

<p>Assistindo ao filme, é quase impossível não nos colocar no lugar do protagonista e pensar  <strong>qual está sendo o nosso impacto na vida das pessoas</strong>.</p>

<blockquote>
  <p>Com essa reflexão, você verá que o que deixamos de mais valioso neste mundo não são títulos nem bens materiais, mas sim  <strong>os corações que conseguimos tocar</strong>.</p>
</blockquote>

<p><strong>Você pode ter deixado muitos sonhos para trás</strong>  — ou em segundo plano —, mas quando sua família estiver reunida em volta da árvore de Natal, é válido lembrar:  <strong>não existe conquista maior do que amar e ser amado</strong>.</p>]]></content><author><name></name></author><category term="memories" /><summary type="html"><![CDATA[Quando estava no final do ensino médio, a Ana Clara conheceu o Alexandre. Ela lembra como se fosse ontem.]]></summary></entry></feed>